Conheci Adriana num certo dia qualquer, pela Internet. Menos de duas semanas depois, estava surpreso com sua força de expressão.
Preciso, antes, dizer que minhas experiências com pessoas, pela Internet, não se dão tão facilmente em virtude de minha personalidade detalhista e sempre à procura do âmago das amizades. Adriana se encaixou de forma natural naquilo que chamo de expressividade fácil.
Revisei e fiz leitura crítica de dois de seus roteiros para curtas-metragens. Boa parte daquilo que Adriana é está muito bem instalada nas entrecenas de seus textos: argúcia e companheirismo. O conceito de Amizade ( assim mesmo, com maiúscula) parece ser a argamassa que constrói o alicerce das personagens de seus trabalhos. Talvez nem ela própria tenha percebido, mas faz de cada personagem a expressão máxima do respeito ao jeito individual para com todos que a cercam.
A autora imagina cenas rotineiras que, em princípio, parecem não dizer muita coisa. Todavia, facilmente, as falas comunicam detalhes intrínsecos fortes, capazes de fazer pensar e raciocinar.
Até agora (fevereiro e 2007), em pouco menos de um mês de relacionamento, vi pouco de seu trabalho, é certo. Mas o que vi é mais do que suficiente admirá-la por todo nosso relacionamento que ainda está por se desenrolar.
Adriana Ramos ainda é nome escondido na insensatez da cultura comércio-consumista que faz o fluxo das artes cênicas e musicais do país, mas sua jovialidade e perseverança certamente a transformarão num grande nome.
Serg Smigg - Escritor, Roteirista, Revisor, Crítico Literário
sergsmigg@yahoo.com.br
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